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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Prodígio Euclidiano


Estudante da rede estadual de Cantagalo-RJ ganha destaque por realizar belo trabalho de difusão da memória do escritor e acadêmico Euclides da Cunha

O jovem prodígio Matheus Muniz Guzzo, de 15 anos, aluno do Colégio Estadual Lameira de Andrade, de Cantagalo-RJ, desponta como uma liderança cultural na escola e na cidade. Isso porque ele tem realizado dois belos trabalhos em torno do nome do escritor Euclides da Cunha, nascido também na cidade do Centro-Norte fluminense: a proposta de um curso de extensão para os alunos do 5.o ano do colégio Estadual e o projeto de um livro sobre suas experiências euclidianas.

Na escola de Matheus é desenvolvido o projeto “Euclides da Cunha: base para a educação social”. Coordenado por duas professoras, desde outubro Matheus dedica uma hora da semana a ensinar o euclidianismo aos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental. A iniciativa nasceu do sucesso de sua participação no Seminário Internacional - 100 anos sem Euclides, realizado em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL), ao qual compareceram ilustres figuras da literatura nacional e internacional, como Ariano Suassuna, Leopoldo Bernucci (Universidade da Califórnia) e Berthold Zilly (Universidade de Berlim).

Por conta da repercussão de seu trabalho, o projeto 100 anos sem Euclides apresenta aqui uma breve entrevista para melhor apresentar a jovem surpresa do Seminário Internacional realizado em setembro:

1- Sua posição como promotor da educação através da memória de Euclides da Cunha entre outros jovens como você é admirável. Quais influências você considera importantes para esta sua tomada de postura?

R.: Com absoluta certeza, a maior influência na minha vida, em relação à Euclides da Cunha, foi o Projeto 100 Anos Sem Euclides. Através dele, fui posto a ver, verdadeiramente, a tamanha importância que Euclides tem para o Brasil, pois, foi com as ações do Projeto que eu iniciei a caminhada, sempre em busca de maior conhecimento em relação ao meu conterrâneo Euclides da Cunha.

2- Quando você tomou conhecimento da obra de Euclides da Cunha? Com que idade? R.: Tomei conhecimento da obra de Euclides da Cunha na minha infância, quando o Colégio em que eu estudava me levou para a acolhedora Casa de Euclides da Cunha, aqui em Cantagalo. E, foi a partir daquele momento, que eu conheci o “famoso escritor de Cantagalo: Euclides da Cunha”.


3- A juventude está acostumada a leituras, digamos, mais acessíveis, por conta da facilidade dada pelos meios modernos de comunicação. A obra Quatro Cantos de Euclides, do poeta Thiago Cascabulho, pode servir de ponte entre esse leitor e a obra de Euclides, considerado um autor de difícil acesso?

R.: A emocionante obra do jovem poeta Thiago Cascabulho, é uma forma muito boa de analisarmos Os Sertões. No meu Projeto “Euclides da Cunha: Base para a Educação Social”, eu desenvolvi uma aula sobre esse livro, e, mais do que esperado, os alunos se encantaram pelos cantos e alcançaram maior conhecimento sobre Os Sertões.

4- Você se considera um leitor assíduo? Qual(is) obra(s) te causou(aram) maior impacto? Por quê?

R.: A obra que me causou maior impacto foi o magnífico Os Sertões, em virtude da leitura difícil para um jovem, mas analisando fragmentos da grandiosa, percebi a brilhante forma de um brasileiro caracterizar o ambiente, o homem fruto da terra e as situações vividas. Basta isso para se encantar com Euclides da Cunha.

5- Em seu projeto, você destaca a importância de Euclides da Cunha para a vida social dos jovens. Fale um pouco sobre isso.

R.: Quando me propus a desenvolver um Projeto sobre Euclides, foi para partilhar do que aprendi: quando conheço um exemplo de cidadão, nele posso me empenhar para ser reflexo e trabalhar para um Brasil melhor.

6- Euclides escreveu sobre a Amazônia e a exploração sem planejamento dos recursos naturais. Esse tema pode ser um bom chamariz para dar visibilidade, entre os jovens, a outras questões levantadas pelo autor. Comente a escolha dessa faceta do escritor em seu plano de aulas.

R.: É necessário explicar às nossas crianças a responsabilidade que elas têm quanto ao futuro ambiental do mundo, em especial do Brasil. Para isso, fica muito inovador explicá-las que um homem há muito tempo já via problemas na Amazônia. A partir daí, perguntamos: Com a expansão do desmatamento, como ficará a nossa Amazônia num futuro recente? Pensemos.

7- Você se propõe a resgatar a importância da se valorizar as origens da cidadania cantagalense por meio da memória de um ilustre cidadão: Euclides. Esse tipo de ação tem a função de elevar a autoestima das gerações em formação. Que fatores podem ser considerados, a seu ver, promotores da baixa autoestima por parte da juventude cantagalense?

R.: Um fator promotor da baixa autoestima é saber que moramos num lugar que não é conhecido culturalmente no nosso país. Isso não é verdade! Se as gerações em formação se conscientizarem que temos uma ponte para alcançarmos reconhecimento nacional e mundial, elas terão o orgulho de morarem em nossa “terra de belezas e encantos mil”, o berço da ponte para o reconhecimento social, que é Euclides da Cunha!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aviso importante do Seminário Internacional 100 anos sem Euclides


Atenção pesquisadores e apresentadores de trabalhos científicos do "Seminário Internacional 100 Anos Sem Euclides": saiu o ISBN do livro1 de resumos do congresso, para fins de registro em Currículo Lattes e similares. Anotem o número:

ISBN n.o 978857884-034-1.



1-O ISBN - International Standard Book Number - é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a sua circulação e comercialização.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cantagalo homenageia projeto


O poder legislativo da cidade de Cantagalo, no interior do estado do Rio de Janeiro, dedicou uma moção de parabenização aos professores Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis e Luiz Fernando Conde Sangenis, coordenadores do Projeto 100 anos sem Euclides. A moção foi apresentada pelos vereadores Ciro Fernandes e Renata Huguenin.

Os homenageados foram destacados pelos serviços prestados à cultura da população, através do Seminário Internacional 100 anos sem Euclides, ocorrido em setembro de 2009 na cidade, e também pelos projetos culturais que se seguirão ao evento, como a instalação de um ponto de cultura no município, entre outras ações.

Além disso, os professores Anabelle Loivos e Luiz Fernando foram mencionados por sua carreiras voltadas para educação, ambos lecionam em faculdades de formação de professores, e por terem a preocupação em destacar o nome do nobre escritor Euclides da Cunha na história e na cultura da cidade de Cantagalo, onde o mesmo nasceu, e no Brasil.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cem anos de Euclides da Cunha na PUC-Rio


O Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio organiza nos dias 28 e 29 de outubro um evento comemorativo dos cem anos de morte de Euclides da Cunha. Além do seminário sobre a vida e a obra do escritor, haverá uma exposição no Auditório Padre Anchieta, no campus Gávea da Universidade. A partir do dia 30, a exposição “Euclides da Cunha: Vida e Palavra” será transferida para o saguão da biblioteca central, no 3º andar da Ala Frings do Edifício da Amizade, onde permanecerá em cartaz até o dia 19 de novembro.
Euclides da Cunha é autor de um dos maiores clássicos da literatura brasileira, o livro Os Sertões. No seminário, além de duas mesas-redondas com especialistas na obra do autor, haverá um Cine-Fórum, com o filme Guerra de Canudos (1997), de Sergio Rezende, que participa de um debate logo após a exibição. No encerramento, dia 29, será lido por Érico Braga o conto Judas-Ahsverus.

Programação Seminário “Euclides da Cunha: Cem Anos”:

28 de outubro, no Auditório Padre Anchieta

9h30min – Abertura com os professores Julio Diniz, diretor do Departamento de Letras da PUC-Rio, e Eliana Yunes, coordenadora da Cátedra UNESCO de Leitura.

10h – Mesa-Redonda "A Canudos de Euclides da Cunha: um tratado sobre milenarismo?", com a professora Maria Clara Bingemer, Decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio, a pesquisadora Maria Luiza Barreto-Delleur e Tarcísio Padilha, da Academia Brasileira de Letras. A mediação será feita pelo escritor Alexei Bueno, também da Academia Brasileira de Letras.

14h30m – Cine-Fórum: Guerra de Canudos (1997). Participam do debate o diretor do filme, Sergio Rezende, Ricardo Oiticica, da Cátedra UNESCO de Leitura da PUC-Rio, e a coordenadora da Cátedra, professora Eliana Yunes.

29 de outubro, no Auditório Padre Anchieta

10h – Abertura “Biografia de Euclides da Cunha”, com Ricardo Oiticica.

10h30min – Mesa-Redonda “Olhares sobre Euclides”, com a participação do escritor e pesquisador Mauro Rosso, do antropólogo e professor Roberto DaMatta, do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, do professor Gilberto Mendonça Telles, do Departamento de Letras da PUC-Rio, e Maria Alice Baroni, Mestre em Comunicação Social pela PUC-Rio.

12h – Encerramento – Leitura do conto Judas-Ahsverus, de Euclides da Cunha, por Érico Braga, poeta, escritor e pesquisador da Cátedra UNESCO de Leitura.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social PUC-Rio

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Emoção, coerência e seriedade, marcas do seminário

Em Cantagalo, 'Seminário Internacional 100 anos sem Euclides' reafirma o sentimento de patriotismo pela união de interesses em torno da obra euclidiana

por Álvaro Ribeiro Neto*

Durante três dias, a partir de 25 de setembro, a cidade de Cantagalo comemorou o centenário da morte de Euclides da Cunha. O projeto tem o sugestivo nome de “100 anos sem Euclides” e foi organizado pelos professores Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis e Luiz Fernando Conde Sangenis. Participaram professores e estudantes de vários estados brasileiros e Leopoldo Bernucci, brasileiro radicado na Califórnia, USA e Berthold Zilly, da Universidade de Berlim, Alemanha, deram o toque internacional ao evento. O caráter nacional ficou por conta de participantes dos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Paraíba, Bahia, Pará, Ceará, Maranhão.


Criteriosamente organizado, o Seminário dividiu suas atividades em Programações Acadêmicas e Culturais apresentadas, respectivamente, no Hotel Fazenda Pesqueiro da Aldeia onde estudantes e parte dos professores ficaram hospedados e no centro da cidade de Cantagalo com apresentações de filmes relacionados ao tema, de orquestra sinfônica e outros grupos. A abertura coube ao professor Leopoldo Bernucci e o encerramento ao tradutor de Os Sertões, o alemão Berthold Zilly. Além de assuntos relacionados especificamente aos estudos do pensamento euclidiano, outros temas, como a literatura de cordel, tiveram seus representantes. Intelectuais ilustres como o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, e o escritor e poeta Ariano Suassuna, por exemplo, prestigiaram o congresso. Ariano Suassuna, responsável pela conferência oficial, magnetizou a plateia com sua legitimidade, sua erudição, sua simplicidade, seu carisma, seu ideal de construir através de suas ações como escritor ou Secretário da Cultura de Pernambuco, um Brasil melhor para os brasileiros.

Os nomes de Oswaldo Galotti e de São José do Rio Pardo como precursores do movimento euclidiano, vez por outra foram lembrados durante as comunicações de professores veteranos ou jovens. O Instituto Cultural Oswaldo Galotti, gentilmente convidado pelos organizadores, foi um dos proponentes do Seminário. Um fato interessante: Cícero Sandroni disse que já esteve em São José do Rio Pardo para participar de Semanas Euclidianas. Diante disso procurei-o e ele me falou que conhecia Oswaldo Galotti e ficava hospedado na casa de seu tio Luiz Romano nos anos de 1952/53. Bons tempos esses, da Semana Euclidiana em São José do Rio Pardo...

Fizeram parte das atividades acadêmicas, as Sessões de Comunicações Coordenadas em que um(a) mediador(a) coordenava debates de temas relacionados ao pensamento euclidiano nos seus múltiplos aspectos. A maioria dos pronunciamentos se ocupou com “Os Sertões” e a viagem de Euclides da Cunha ao Amazonas. Estudos atualizados e profundos sobre essas questões foram expostos e debatidos. Em quiosques do magnífico Hotel Fazenda, exposições sobre personalidades da Cantagalo, sobre a atuação de professores locais no ensino do euclidianismo a estudantes do ensino fundamental e médio das escolas públicas. A participação de uma adolescente antes da conferência oficial de Ariano Suassuna contando a biografia de Euclides da Cunha emocionou quem estava participando do evento. Aquela exposição, deixou clara a seriedade da proposta que prepara a juventude cantagalense para entender a vida e obra do escritor conterrâneo.

Outro ponto que considerei importante para a retidão que cercou o Seminário Internacional sobre os 100 anos sem Euclides da Cunha foi a emoção incontida de dois palestrantes ilustres quando se aproximaram mais do autor de Os Sertões em suas falas: Cícero Sandroni ao ler para atentos participantes o texto “A última visita” em que Euclides fala sobre a presença de um adolescente ao leito de morte de Machado de Assis, não conseguiu segurar as lágrimas e quase não acabou o discurso. Em outro momento, Ariano Suassuna, ao responder a um de seus interlocutores sobre o ponto que mais o impressionou na leitura de Os Sertões, também não conseguiu esconder sua emoção ao falar sobre a queda da igreja em Canudos. Gente séria participando de evento sério... Tudo isso para mim significou que quem estava lá, estava envolvido pelo sentimento patriótico que se entrelaça, constantemente, com as ações de Euclides da Cunha quer em suas obras, quer em suas atitudes, durante toda sua biografia. É claro que houve exceções em Cantagalo, mas não fizeram diferença; foram rigorosamente a minoria e não atingiram a extraordinária organização que realizou o projeto.

O “Seminário Internacional 100 anos sem Euclides” foi apaixonadamente organizado pela Anabelle e seu marido Luiz Fernando que correram durante os três dias para dar conta do recado e suavizar pequenos problemas que sempre ocorrem à última hora. Foram auxiliados pelo pessoal do GEAC – Grupo Euclidiano de Atividades Culturais para o suporte logístico que cooperou para a excelência do projeto.

Como em todo lugar, a dificuldade é conseguir verbas. Nem sempre a atividade cultural é levada a sério pelas autoridades políticas de qualquer ponto do país. Como compensação a esses tropeços, sobraram o dinamismo, a serenidade, a disposição, o idealismo tanto de Anabelle como de Luiz Fernando para fazer frente a todos os problemas que precederam o início do Projeto. Notei em tudo uma disposição férrea de divulgar o que o Brasil tem de melhor: o pensamento euclidiano. Saí de lá cobrando dos dois professores a organização do próximo Seminário. Cantagalo assume liderança no movimento euclidiano que deve ser mantida.

O que tem me chamado a atenção é a quantidade de movimentos nacionais que se preocupam com a divulgação do pensamento euclidiano. O centenário de sua morte é o pretexto para que intelectuais se manifestem. Essa confirmação deixou-me curiosamente satisfeito e tranqüilo. Acho que independente de tudo, o euclidianismo vai crescer, se firmar em pontos diferentes do Brasil, ter o mesmo caráter nacional de “Os Sertões”. Vários professores ilustres que estiveram em Cantagalo vinham de um Ciclo de Cinema realizado em Salvador, na Bahia, em homenagem aos cem anos da morte de Euclides da Cunha e no dia seguinte, ao término do Seminário em Cantagalo, participariam de outra comemoração do centenário da morte do autor de “Os Sertões” na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alguns desses intelectuais, convidados à última hora, estavam em São José do Rio Pardo, completando a programação iniciada pela Marly Tercioty, e, possivelmente completada depois de sua saída. Pensei que a programação da segunda versão da Semana Euclidiana já estivesse fechada há mais tempo.

*do Instituto Oswaldo Galotti

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

RESUMO DO SEMINÁRIO

Um evento para ficar na memória

Seminário internacional 100 anos sem Euclides acorre em Cantagalo, no Rio de Janeiro, e traz consigo gratas surpresas.

Ousadia e coragem, dois substantivos que servem como uma luva para se tornar adjetivos do Seminário Internacional 100 anos sem Euclides. Ocorrido entre os dias 25 e 27 de setembro de 2009, na pequena cidade de Cantagalo, no estado do Rio de Janeiro, o evento cultural realizou um grande feito num país onde não se tem muito apreço pela cultura literária: reavivou a memória de um dos maiores escritores que o Brasil já teve em meio à população de uma cidade pequena e esquecida pelo poder público.

Imaginem os mais céticos críticos da realidade brasileira o que é ter a idéia de levar o nome de um autor clássico da literatura desse país, tido por muitos como dono de uma linguagem inacessível, para o público geral. Agora, juntem a essa imagem levar esse mesmo autor para a população de uma cidade pequena do norte fluminense, a 180 quilômetros do Rio de Janeiro, serra acima, e trazendo consigo alguns dos maiores entusiastas e especialistas sobre a obra desse autor, pessoas que vieram inclusive de fora do Brasil, para um evento cultural literário num país onde ninguém lê. Fracasso? Muito pelo contrário, um evento memorável e surpreendente, com a participação ativa de especialistas, estudantes e populares. Se você consegue imaginar, pode ter uma idéia do que foi o Seminário Internacional 100 anos sem Euclides.

O evento foi aberto pelo professor Leopoldo Bernucci (da Universidade da Califórnia, em Davis), e depois de diversos eventos com a presença de ilustres nomes do euclidianismo e de ações culturais, foi encerrado por uma aula-show do escritor paraibano Ariano Suassuna e pela palestra do professor da Universidade de Berlim e tradutor de Os Sertões para o alemão, Berthold Zilly.

Anabelle Loivos e Anélia Montechiari, mulheres cantagalenses

Os professores Anabelle Loivos Considera Sangenis (professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Departamento de Didática da Faculdade de Educação), Anélia Montechiari Pietrani (Professora de Literatura Brasileira da UFRJ) (ambas na foto acima) e Luiz Fernando Conde Sangenis (professor adjunto da Faculdade de Formação de Professores da UERJ e professor auxiliar da Universidade Estácio de Sá, onde também é Coordenador Geral do curso de Pedagogia), foram os grandes arquitetos do Seminário Internacional 100 anos sem Euclides. Com sua coragem e disposição, ambos arregimentaram várias instituições que ajudaram a tornar possível a realização do evento. Entre as principais parcerias estavam as faculdades de Letras e Educação das universidades Estadual e Federal do Rio de Janeiro; o decisivo apoio administrativo e tecnológico do Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência (ILTC); a UNESCO; a FUNARJ; o SESC-RJ e o Grupo Euclidiano de Atividades Culturais de Cantagalo (GEAC), além de diversos outros apoiadores.

OS EVENTOS

Os organizadores encontraram uma fórmula inteligente para realizar paralelamente os eventos acadêmicos e os eventos culturais populares. As palestras, conferências e comunicações, ou seja, o que era voltado especificamente aos professores e pesquisadores, foram realizadas no hotel-fazenda Pesqueiro da Aldeia, a alguns minutos do centro de Cantagalo, enquanto que as outras programações aconteciam na praça central da cidade, com as realizadas pelo SESC-RJ (foto abaixo), com atendimento ao público, recreação infantil e um caminhão-cinema. Uma experiência bem diferente e enriquecedora para todos os que tiveram a oportunidade de participar.

SESC-RJ em ação na praça

Participantes vieram de todas as partes do Brasil

O seminário teve início na sexta-feira, dia 25 de setembro, com uma apresentação musical primorosa do Coral Cantomusarte, de Nova Friburgo-RJ, e com a conferência de abertura do professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia, esbanjando seu conhecimento profundo acerca da obra e da vida de Euclides da Cunha.

Cícero Sandroni em Cantagalo

No sábado, 26 de setembro, segundo dia do seminário, o presidente da Academia brasileira de Letras, Cícero Sandroni (foto), abrilhantou o evento com uma palestra de incalculável: "100 Anos Sem Euclides". Durante seu discurso, Sandroni misturou um profundo conhecimento sobre aspectos biográficos de Euclides da Cunha com a emoção vertida em lágrimas quando mencionou a participação do homenageado na caminhada pela construção do sentimento nacionalidade, tão fragmentário em nossos tempos, mas erguido pela consciência honrosa de grandes homens como Euclides. Autores que a Academia Brasileira de Letras ajuda a manter incólumes ao ataque do esquecimento, causado também, paradoxalmente, pelo excesso de informação dos dias atuais.

O professor Márcio José Lauria participou da primeira mesa-redonda, cujo tema era: “Euclides e outro sertões: interlocuções na Literatura Brasileira”, ao lado de Leopoldo Bernucci, Edmo Rodrigues Lutterbach, presidente da Academia Fluminense de Letras, e Ronaldes de Melo e Souza, professor da UFRJ, este último com uma clareza analítica capaz de focalizar sem rodeios alguns aspectos centrais das obras literárias que quase sempre são negligenciados pela crítica em geral.

Antônio Olavo

O documentarista e procurador de justiça do estado do Acre, Rodrigo Neves, interagiu com o seminário em suas duas áreas de atuação: tanto em debates na praça central de Cantagalo como em palestras no Hotel Fazenda Pesqueiro da Aldeia, após a apresentação de seu documentário Epopéia Euclydeacreana. Outro que teve o mesmo expediente foi o cineasta Antônio Olavo (foto acima), após a apresentação de seu filme Paixão e Guerra no Sertão de Canudos. Este último veio da Bahia até Cantagalo, chegando a dirigir mais de 14 horas na véspera de sua chegada, apenas por fazer questão de estar presente naquele evento que considerou, como todos, de grande importância ao euclidianismo.

Leopoldo Bernucci, Regina Abreu e Noilton Nunes

O seminário contou ainda com a presença da professora Regina Abreu, da UNIRIO, que em sua palestra abordou os conceitos de memória e empoderamento social, tentanto compreender a quase imediata aceitação da obra "Os sertões" nos setores ilustrados da população carioca, à época de seu lançamento. Durante uma impecável exposição oral, Regina ressaltou ainda o papel da crítica literária, que alçou Euclides e seu livro ao status de clássico nacional.

Gonçalo Ferreira da Silva (foto abaixo), cordelista e presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, também esteve tanto no Hotel Fazenda como com o público da praça central de Cantagalo. Nas duas ocasiões expôs sua arte e realizou apresentações primorosas das técnicas de produção da literatura de cordel, recheadas de poesia e comicidade, o que fez com que as platéias assistissem atentas aos repentes do poeta.

Gonçalo Ferreira da Silva

O seminário teve ainda o prazer em receber o Dr. Manuel Clístenes de Façanha e Gonçalves, autor de uma biografia de Euclides; as professoras Anélia Pietrani e Magali Alonso; e o cineasta autor do filme A Paz é Dourada, Noilton Nunes; além do doutorando João Batista Pereira, com sua originalíssima tese sobre o trágico em Euclides da Cunha, entre tantos outros nomes.

No sábado, a apresentação de trabalhos de Iniciação Científica de graduandos e projetos desenvolvidos em mestrados e doutorados, durante as sessões de comunicações no hotel-fazenda, mostrou o fervor da memória de Euclides em algumas universidades. Destaque para diversos trabalhos especialmente originais e interessantes. Na noite deste dia, a Fazenda centenária Mont Vernon, nas cercanias do lugar onde Euclides da Cunha nasceu, recebeu o Grupo de Teatro Amador do Colégio Anchieta, o TACA, para uma emocionante apresentação da peça Eternamente Euclides nas luzes bruxuleantes da bucólica localidade.

Anabelle Loivos e Luiz Fernando Sangenis como o grupo TACA

Os dois dias de seminário contaram ainda com a presença de dois ilustres representantes de São José do Rio Pardo, cidade que realiza o maior culto no país a Euclides da Cunha e que já dura noventa e cinco anos: João Luiz Cunha, prefeito de São José, e Lúcia Vitto (foto abaixo), diretora da Cultura e da Casa de Cultura Euclides da Cunha, participando de debates.

Lucia Helena Vito (acima), de São José do Rio Pardo

Rodrigo Neves, Maria Olívia, José Carlos Barreto e Fadel David A. Filho

Pôsteres em exposição durante o Seminário

A bela manhã de domingo no verdejante hotel-fazenda Pesqueiro da Aldeia serviu de palco para a segunda mesa-redonda (segunda foto acima) , com o tema “A presença de Euclides da Cunha na Amazônia”. Estavam na ocasião os professores José Carlos Barreto de Santana (UEFS-BA) e Fadel David Antônio Filho (UNESP-RIO CLARO), que também participam da Semana Euclidiana riopardense, e o já mencionado cineasta Rodrigo Neves (Procurador do Estado do Acre). Em paralelo, o público pôde prestigiar a exposição de diversos pôsteres (foto acima) no espaço central do hotel. Em seguida à mesa redonda houve o lançamento de livros que exploram temáticas relacionadas à obra de Euclides da Cunha, com autores como Edmo Lutterbach e Aleílton Fonseca, com destaque para o livro O Pêndulo de Euclides (foto abaixo), deste último, uma ficção que encontra palco no Arraial de Canudos.

Aleilton Fonseca (acima) e seu livro 'O Pêndulo de Euclides'


O Dr. Edmo Rodrigues Lutterbach lança livro durante o Seminário


João Luiz Duboc Pinaud lê Euclides da Cunha

Na tarde de domingo, após o almoço, esteve no hotel-fazenda o humanista João Luiz Duboc Pinaud (foto acima). Com a serenidade e a simpatia de costume, que encanta pessoas de todas as idades, Pinaud falou sobre a experiência de ler Euclides quando jovem e sobre a construção de seu senso crítico com base nas obras do escritor, em um diálogo quase informal com o público.

Em outro espaço de diálogo com os participantes do seminário, também no domingo, o cineasta Antônio Olavo apresentou uma palestra repleta de franqueza, tal qual seu documentário Paixão e guerra no sertão de Canudos. Sua perspectiva diferenciada sobre a produção cinematográfica popular em contraponto ao cinema comercial no Brasil serviu para a afirmação do valor da sétima arte como um instrumento de acesso ao conhecimento de mundo por parte do público, e não apenas como mera diversão consumista.

Bertold Zilly

Já na noite de domingo, após a aula-show de Ariano Suassuna, relatada ao final desse texto, a última e não menos importante palestra foi concedida por Bertold Zilly (foto acima), professor da Universidade de Berlin e tradutor de Os Sertões para o Alemão. Dono de inteligência e sensibilidade estética únicas, Zilly destacou as qualidades polifônicas do texto de Euclides, que tem a capacidade de falar do Brasil e chamar a atenção de leitores do mundo todo. O professor fez menção ao papel intelectual de Euclides no escopo do início do século XX, ao valor de sua intermediação nos conflitos da Amazônia brasileiro-peruana e, por fim, ressaltou ainda a genialidade e a perenidade de sua obra, que mais de um século depois de sua morte pode ser ricamente explorada por tanta gente especial interessada nela. Um desfecho de fazer os presentes no auditório suspirarem a importância de Euclides da Cunha para o Brasil e para o mundo.

AS GRANDES SURPRESAS

Alunos do Colégio Euclides da Cunha prestam homenagem ao autor

Entre tanta coisa interessante, duas foram enormes surpresas: a primeira, o resultado do projeto pedagógico desenvolvido pela coordenadora do Projeto 100 anos sem Euclides, Anabelle Loivos e sua equipe junto às escolas da rede pública. Os alunos da Escola Euclides da Cunha de Cantagalo desenvolveram jograis, letras de samba e outras atividades, e um grupo do 9.° ano se apresentou, finalizando com uma contadora de histórias, que roubou a cena e teve seu dia de estrela (foto acima), pois reprisou a performance antes da palestra do autor paraíbano Ariano Suassuna e ganhou até um beijo do emocionado escritor. A apresentação fez parte do projeto que culminou na edição de um livro contando a biografia do escritor, dirigido ao público infantil, projeto encabeçado pela professora Fabiana Figueira Corrêa. Grande e belíssimo trabalho, parabéns a todos os seus integrantes!

Ariano Suassuna

A outra grande surpresa foi mesmo a presença de Ariano Suassuna (foto). Encantador e jovial, mesmo nos seus mais de oitenta anos de existência, esbanjou sua elegância: de terno escuro, camisa e meias vermelhas. O escritor divertiu a plateia o tempo todo, falando jocosamente de coisas sérias e destacando, nas entrelinhas de seu discurso, o valor do culto à literatura de qualidade e ao posicionamento ideológico claro, como o de Euclides da Cunha, em um tempo de tanta relativização. Um verdadeiro show, tal qual o epíteto na programação do seminário prometia. Ouvir a sabedoria de Ariano, em suas palavras irônicas e contundentes, fez com que o público presente se elevasse e pudesse dali partir com a lembrança desse que foi um final de semana inesquecivelmente enriquecedor.

sábado, 19 de setembro de 2009

Peça em Cantagalo

Montagem do Colégio Anchieta encantará Cantagalo durante o Seminário Internacional

Peça Eternamente... Euclides, encenada numa fazenda, promete envolver o público ao contar um pouco da vida e da obra de Euclides da Cunha

O Colégio Anchieta, de Nova Friburgo-RJ, e seu grupo de teatro amador, o TACA, homenagearão Euclides da Cunha com a montagem cênica Eternamente... Euclides, baseada na vida e na obra do escritor, durante o Seminário 100 anos sem Euclides, em Cantagalo, cidade vizinha à do colégio.

A peça será um dos pontos altos do evento e acontecerá no segundo dia, sábado, 26 de setembro, às 18 horas. A belíssima fazenda Mont Vernon abrirá suas portas centenárias para atores e público, com apoio de seu proprietário, um dos maiores colaboradores do projeto 100 anos sem Euclides, Dr. Edmo Rodrigues Lutterbach. O local fica nas cercanias da antiga, e hoje já desaparecida, fazenda Saudade, onde Euclides da Cunha nasceu. O espetáculo transitará pelos bucólicos espaços da Mont Vernon, envolvendo os espectadores no clima do final do século XIX.

Atuarão na encenação 25 atores (entre alunos e professores) do Colégio Anchieta, educandário em que os filhos do Euclides (Solon e Euclides Filho) estudaram em regime de internato. O texto e a direção são de Jane Ayrão, doutora em História da Arte e coordenadora pedagógica do colégio Anchieta, que é profunda admiradora da obra de Euclides desde menina. Jane recolheu documentos internos do Anchieta (como a correspondência trocada entre pai e filhos e entre Euclides e os padres reitores do colégio) para compor o texto final, entremeando-o com músicas e poesias.

A peça Eternamente... Euclides acontecerá no sábado, 26 de setembro de 2009, às 18 horas, na fazenda Mont Vernon, em Cantagalo, interior do estado do Rio de Janeiro. A entrada é franca.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Revista apoia Seminário 100 anos sem Euclides

A Revista de História da Biblioteca nacional, publicação da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e outras grandes empresas, confirmou parceria com o Seminário Internacional 100 anos sem Euclides: serão enviados à Cantagalo, para distribuição entre os participantes do evento, exemplares da revista do mês de agosto, especial sobre Euclides da Cunha, conforme divulgamos aqui.

O apoio fortalece a intenção do seminário de propagar a memória de Euclides, trazendo sempre informações pautadas pela pesquisa séria e por produções acadêmicas reconhecidas pelo meio científico, como é a marca da Revista de História da Biblioteca Nacional.

Para os interessados em conhecer mais sobre a revista, segue o link para o site da mesma: http://www.revistadehistoria.com.br

domingo, 13 de setembro de 2009

Cronograma do seminário 100 anos sem Euclides

Seminário Internacional tem cronograma com atividades que enriquecerão o público presente no evento em Cantagalo

As sessões de comunicações coordenadas e atividades culturais que serão promovidas durante o Seminário Internacional 100 anos sem Euclides, entre os dias 25 e 27 de setembro de 2009, na cidade de Cantagalo, no interior do estado do Rio de Janeiro, já estão organizadas em um cronograma, que pode ser acessado aqui, no site do projeto, pelo seguinte link.

O seminário será aberto na sexta-feira, dia 25, pelo professor Leopoldo Bernucci, professor de estudos latino-americanos na Universidade da Califórnia, em Davis, nos EUA, com a palestra "Interdiscursividade, Rasuras e Leituras de Euclides da Cunha", às 20 horas, logo após a apresentação do Coral Cantomusarte, de Nova Friburgo - RJ.

Na manhã de sábado, dia 26, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, apresenta uma conferência em homenagem ao escritor, seguida pela Mesa Redonda "Euclides da Cunha e outros sertões: interlocuções na literatura brasileira", que contará com diversos nomes, entre os quais Márcio José Lauria, presidente do Conselho Euclidiano riopardense e considerado um dos maiores especialistas sobre a obra de Euclides da Cunha no Brasil; e Ronaldes de Melo Souza, professor de literatura da UFRJ. O sábado ainda contará com outras diversas atividades, entre as quais se destacam as sessões de comunicações coordenadas, das 14h às 16h, no Pesqueiro da Aldeia; a peça de teatro "Eternamente Euclides" (montagem do grupo TACA, do Colégio Anchieta de Nova Friburgo-RJ), às 18h, na Fazenda Mont Vernon; e O Cine-Fórum, com a apresentação do filme A paz é dourada e a presença do cineasta Noilton Nunes para um debate após o evento, que ocorre às 20h, na praça de Cantagalo.

O domingo, dia 27, começa animado no Pesqueiro da Aldeia, com a apresentação, logo pela manhã, de alunos das escolas participantes do Projeto 100 anos sem Euclides, seguida pela mesa redonda "A presença de Euclides da Cunha na Amazônia", que contará com nomes como Francisco Foot Hardman, professor da UNICAMP e especialista renomado sobre a obra de Euclides, e Rodrigo Neves, procurador de Justiça do estado do Acre, que produziu o documentário Epopéia Euclydeacreana. Em seguida, na tarde de domingo, haverá conversas bem informais entre estudiosos do euclidianismo e o público em geral, nos Espaços de Diálogo, das 14h às 16h, onde depoentes como Antônio Olavo, autor do documentário "Paixão e guerra no sertão de Canudos", e João Luiz Duboc Pinaud, estudioso do euclidianismo, falarão de diversos temas ligados ao escritor.

Na tardinha de domingo, o Seminário se aproxima do fim com a aula-show "Euclides do Brasil - Escritor, poeta e dramaturgo", ministrada por Ariano Suassuna, que promete encantar os ouvintes com a sabedoria e ciência do escritor que, a seu modo, também lançou importantes luzes sobre os sertões. No fim do dia, o Seminário Internacional 100 anos sem Euclides encerra seus trabalhos com chave de ouro: a conferência "A escrita da Terra Brasilis: Euclides da Cunha, cidadão do mundo", por Berthold Zilly, professor da Universidade Livre de Berlim, responsável pela tradução de Os Sertões para o alemão, que trará uma rica abordagem da obra euclidiana. O professor falará de um autor capaz de romper os limites do idioma e do intelecto nacional para se universalizar no rol das grandes obras de arte da humanidade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Serviço social em Cantagalo com Euclides

SESC estará presente com ações em Cantagalo durante Seminário Internacional

Serviço social do comércio de Nova Friburgo divulga atividades que serão realizadas durante o evento em memória de Euclides da Cunha

No dia 26/09, sábado, na praça central de Cantagalo, a partir das 9 até as 16 horas, o SESC - Nova Friburgo realizará diversas atividades gratuitas que atenderão à população de Cantagalo: jovens, adultos e crianças, além das comunidades periféricas. A presença do SESC na cidade se dá graças à parceria com o Projeto 100 anos sem Euclides, que tem o objetivo de melhorar a vida em Cantagalo não apenas pela cultura, como também por intermédio de ações sociais conjuntas entre poder público e iniciativa privada. Segue a lista de atividades:

* Literatura - roda de leitura com o poeta Paulo Reis;

* Programa "Crianças e Jovens" - oficina de pintura facial e de
catavento;

* Esporte - circuito esportivo, alongamento e jogos cooperativos;

* Saúde - teste de glicose (ADINF);

* Orientação nutricional;

* SESC Empresa;

* Caminhão Cinema (ficará na praça os três dias do seminário).

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trovas para Euclides

Sai lista de vencedores do Concurso internacional de Trovas sobre Euclides da Cunha

O resultado com as 40 melhores trovas selecionadas no "Concurso Internacional de Trovas sobre Euclides da Cunha", sendo 20 de âmbito estadual e 20 de âmbito nacional, acaba de sair. O concurso tem o objetivo de abrilhantar com poesia as iniciativas em memória do escritor cantagalense que inspirou sua criação.

A premiação será feita durante o Seminário Internacional 100 Anos Sem Euclides, em 26 de setembro, às 16h, na sede da ACIACAN (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Cantagalo), centro. Haverá apresentações orais, numa tarde que certamente terá um sabor especial.

O Projeto 100 anos sem Euclides parabeniza os vencedores do concurso. Os resultados podem ser vistos através desta aba do site do projeto 100 anos. A secretaria do projeto está aberta diariamente, de 14 às 17 horas, pelo telefone (21) 2622-1361 e poderá esclarecer qualquer dúvida.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cinema e Cultura no Seminário 100 anos


A magia do cinema chega a Cantagalo com Euclides

Caminhão Cinema, do SESC-Rio, abre sala itinerante em Cantagalo, numa parceria com o Projeto 100 anos sem Euclides.

"Ele chega como se fosse uma caravana de circo. Um caminhão com imagens do cinema nacional pintada em seu baú. Abre; seis ou sete funcionários saem de dentro. Depois, puxam a lona, armam o 'circo' e pronto: uma supertela de cinema e um projetor de película iluminando uma plateia em estado de hipnose."

Com essa descrição, feita por José Viana Filho, cidadão de Maricá - cidade pequena no interior fluminense -, em seu blog, dá para ter a ideia da aura mágica do espetáculo que o cinema pode proporcionar nas localidades onde um projetor, tão comum nos grandes centros urbanos, ainda não pôde chegar.

O projeto Caminhão Cinema, do SESC-Rio, vem sendo responsável por tal feito. Com um espaço itinerante de projeção ao ar livre , a cultura e o entretenimento do cinema têm atingido populações que não podem ir a um cinema simplesmente por não terem um por perto. O caminhão já esteve em várias cidades fluminenses e, agora, com o Projeto 100 anos sem Euclides, estará em Cantagalo, nos dias 25, 26 e 27 de setembro, quando ocorrerá o seminário internacional em memória do escritor que justamente queria iluminar os rincões mais distantes com a cultura.

Durante o seminário, o Caminhão Cinema apresentará os filmes "A Paz é Dourada", de Noilton Nunes; "Epopeia Euclydeacrena", de Rodrigo Neves, e "Paixão e Guerra no Sertão de Canudos", de Antonio Olavo (com a presença dos três diretores para um debate com a comunidade, ao final de cada projeção.O Caminhão Cinema ficará localizado na Praça da Igreja Matriz, bem no coração de Cantagalo, e terá sessões gratuitas todos os dias do seminário, sempre a partir de 19h. O Projeto Interinstitucional 100 anos sem Euclides agradece a parceria com o SESC, e sabe que a mesma vem para lançar mais luz sobre um de seus objetivos principais, que é a difusão da cultura entre aqueles que têm negado o direito de acesso a ela.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Listagem Final de Apresentadores

Acaba de sair a listagem com os trabalhos aprovados para o Seminário Internacional 100 anos sem Euclides (confira aqui o resultado). As inscrições para a participação como ouvinte continuam abertas (clique aqui).

Os participantes que tiverem os seus trabalhos aprovados para apresentação no Seminário deverão pagar uma taxa administrativa no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) por trabalho inscrito.

O comprovante de depósito bancário deverá ser enviado pelo correio ou por meio do e-mail apresentador@projetoeuclides.iltc.br à organização do Seminário.

Deve-se enviar também, por correio, texto integral do trabalho, impresso em duas cópias juntamente com CD-Rom contendo texto digitalizado até a data-limite de 08/08/2009.

A organização do Projeto 100 anos sem Euclides agradece a todos que enviaram seus trabalhos e se une aos participantes e colaboradores dessa iniciativa em busca de enaltecer a memória desse que foi um dos maiores nomes da nossa literatura.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Idéias que dão certo (2)

Colégio De Cantagalo é exemplo de Boas práticas na educação
Instituição homenageia escritor que lhe dá nome com um planejamento exemplar de atividades culturais entre seus alunos


Como não poderia deixar de ser, o Colégio Euclides da Cunha, em Cantagalo, decidiu revisitar a obra do escritor brasileiro e cantagalense que dá nome à instituição. Com diversas iniciativas entre os alunos de todas as séries, o colégio toca o projeto "Euclides com Euclides - Conhecendo o passado para escrever o presente” e entrelaça o passado de Euclides, de Cantagalo e do próprio colégio.

Os alunos produziram vídeos, tirinhas de quadrinhos e desenhos, entre muitos outros trabalhos, com menção à obra de Euclides e às temáticas caras ao autor, com foco especialmente nas relacionadas à Ecologia e à Amazônia.

O site do Projeto "100 anos sem Euclides" e esse blog acreditam nas boas idéias para a educação e para a promoção da obra de Euclides da Cunha e divulgam alguns dos trabalhos feitos pelos estudantes como forma de render méritos a todos os envolvidos e inspirar o surgimento de mais iniciativas como essa.

Vídeo Fazedores de Desertos

Tirinha

Charge sobre Euclides no Alto Purus


Seminário sobre Euclides no Ensino Médio

Vídeo sobre a ameaça ao Bioma Amazônico

Confira, no Blog do colégio, as fotos de uma inicitiva bem sucedida em prol da boa educação.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Apresentação

Seminário Internacional "100 anos sem Euclides".

O Seminário "100 Anos Sem Euclides" tem a proposta de reunir, em Cantagalo (RJ), pesquisadores e especialistas sobre a obra de Euclides da Cunha. Foram convidados a participar do evento renomados acadêmicos, professores e estudantes de diversos níveis de ensino, em três dias de trabalhos (25, 26 e 27 de setembro de 2009), numa perspectiva de debate interdisciplinar entre as diversas áreas de pesquisa e os diversos parceiros envolvidos na execução do projeto. A ideia é tecer redes de estudo e leitura sobre História social, cultural e política do Brasil no período compreendido entre o Segundo Reinado e a Primeira República, Cultura política e Crítica textual, acatando todas as demais contribuições que porventura vierem se somar aos propósitos de pluralidade e participação criativa dos trabalhos. O evento terá a estrutura básica de um seminário, com conferências, mesas redondas e comunicações, bem como envolverá atividades "satélites" de cunho cultural, artístico e educativo, com inscrições abertas à comunidade acadêmica e escolar. Conferirá certificado de participação aos ouvintes e certificado de apresentação de trabalho aos estudiosos.