Informações, ideias e notícias sobre o projeto que dá nome ao blog em homenagem ao escritor brasileiro Euclides da Cunha. Além disso, este espaço tem o objetivo de divulgar atividades relacionadas à propagação da educação e da literatura, assim como desejava o autor de "Os Sertões".
terça-feira, 21 de julho de 2009
Vídeo da FLIP
(clique aqui e veja agora no You Tube)
O evento teve as participações dos grupos; ECFA, As Batianas, CENA e Projeto Musica nas Escolas.
A Direção Geral foi do fantástico Coletivo Teatral Sala Preta, e o texto do poeta Thiago Cascabulho.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Encanto na FLIP




veja as fotos na íntegra.Teatro a céu aberto faz homenagem a Euclides da Cunha e contagia público da 7º edição da FLIP
Por Assessoria de Imprensa*
Turistas e moradores que transitavam pelas ruas da histórica Paraty no 3ª dia da 7ª Edição da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, dia 3, sexta-feira, foram surpreendidos por canto e poesia que dava vida ao espetáculo ‘Cantos de Euclides’. Desdobramento do livro ‘Quatro Cantos de Euclides’, de Thiago Cascabulho, e do 'Projeto 100 anos sem Euclides', a peça teatral representou quatro fases da vida do escritor, cujo centenário de morte é completado em agosto deste ano.
Por volta das 21h30, as principais ruas da cidade foram tomadas por quarenta artistas - atores, músicos, dançarinos - que contagiaram o público. Durante as cinco paradas/etapas - cada uma representando uma fase da vida e obra do autor de Os Sertões – público observou, mas a maioria preferiu interagir com as diversas formas de manifestações de arte que o espetáculo proporcionou durante cerca de uma hora.
A encenação teve início em frente à Igreja do Rosário com o maculelê que apresentou os personagens. Canto e dança denunciavam que nos próximos momentos haveria um misto de emoção e êxtase. O elenco foi seguido por uma multidão que segurava velas e entoava um dos cantos compostos exclusivamente para o espetáculo – as letras das canções, assim como as velas, foram distribuídas pela equipe de produção da peça. O destino era a Casa da Cultura, onde uma roda de samba – que contou os primeiros anos do militar e engenheiro Euclides – aguardava.
Em seguida, todos foram levados até a Igreja de Santa Rita para conhecer o baião que falou sobre Os Sertões. Sem dúvidas, uma das cenas mais emocionantes. Ao som do grupo de percussão ECFA e com o quarteto de cordas do projeto Música nas Escolas, a cantora Sara Bentes, no alto de uma das torres da igreja, interpretou Santa Luzia.
Ao final da canção, o público foi convidado a olhar para a orla, onde um barco se aproximou de mancinho com violeiros que tocaram a moda de viola que narra as aventuras de Euclides da Cunha na Amazônia. Mais adiante, no próprio gramado da Santa Rita, o espetáculo culminou em uma grande roda de ciranda, representação tradicional do imaginário popular brasileiro. O Público – de várias gerações e lugares do país - e o elenco se fundiram em volta de uma grande fogueira.
“A ciranda arrisca a suspender o quinto tempo, o quinto canto a Euclides: a celebração festiva em sua memória. Um coletivo de guerreiros”, define o ator Rafael Crooz, membro do Coletivo Sala Preta.
As canções, compostas por Bianco Marques, em parceria com o escritor Thiago Cascabulho, exclusivamente para o espetáculo, fazem referência direta ou indireta aos textos do próprio Euclides da Cunha ou a acontecimentos de sua vida.
Cantos de Euclides é uma realização do Coletivo Teatral Sala Preta, com direção artística assinada pelos integrantes Bianco Marques, Danilo Nardelli e Rafael Crooz e direção de produção de Marcelo Bravo. A produtora carioca Caraminholas assina a co-produção. Diversos grupos artísticos da Região Sul Fluminense participam com percussão, interpretação, coral e quarteto de cordas, além do patrocínio do UBM - Centro Universitário de Barra Mansa - e do Transporte Generoso.
Entre as participações: Grupo de Estudo de Percussão do ECFA, Grupo As Bastianas, Projeto Música nas Escolas de Barra Mansa (Prefeitura Municipal), além dos atores: Thiago Delleprane, intérprete de Euclides da Cunha, Luana Dhickman, Suzana Zana, Sara Bentes, Marinêz Fernandes , Lúcio Roriz, Aline Mara, Clarissa Anastácio, Diane Tavares, Elisa Carvalho, Jessica Zelma e Lucas Fagundes.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Mesa na Flip
Especialistas convidados por jornal paulistano integraram mesa 'O Mar e os Sertões'sobre autor
por Antonio Gonçalves Filho*
O escritor, jornalista e engenheiro brasileiro Euclides da Cunha (1866-1909) foi tantos homens em um só que uma vida inteira é insuficiente para conhecer a personalidade multifacetada do autor de Os Sertões, marco na história da literatura brasileira. Neste sábado, 4, na Casa de Cultura de Paraty, penúltimo dia da 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), especialistas convidados pelo Jornal O Estado de São Paulo integraram a mesa “O Mar e os Sertões”: a professora de Literatura Walnice Nogueira Galvão, que tem 12 livros publicados sobre o escritor, o professor de Teoria Literária e crítico Francisco Foot Hardman, que organiza um volume com sua poesia completa, o escritor amazonense Milton Hatoum, autor de um conto sobre ele, e o colunista de O Estado, Daniel Piza, que refez recentemente a viagem de Euclides da Cunha pelo Amazonas, subindo o rio Purus, onde o escritor de Cantagalo ajudou a demarcar os limites entre o Brasil e o Peru, em 1905.
A apresentação de aspectos pouco conhecidos da vida de Euclides pareciauma tarefa impossível após a publicação de tantos estudos e ensaios sobre como esse intelectual positivista e conservador mudou de posição após cobrir, para O Estado de São Paulo, a insurreição dos seguidores de Antonio Conselheiro, em Canudos.
Basicamente, o que todos sabem é que Euclides, no ano de 1897, esteve nas imediações do conflito em que o religioso liderou uma massa de deserdados contra o Exército republicano e acabou comovido pelo drama dos retirantes da seca no interior Bahia.
No entanto, a mesa organizada pela editora Laura Greenhalgh, coordenadora de Cultura de O Estado de São Paulo, mesmo jornal para o qual Euclides escreveu suas impressões sobre oconflito, provou que há ainda fatos desconhecidos sobre o autor e muito a estudar a respeito de suas contribuições nos campos literário, geográfico, científico e político.
Os primeiros poemas de Euclides da Cunha, escritos na adolescência, são, por exemplo, praticamente desconhecidos mesmo entre intelectuais. Lendo um deles, produzido em 1904, em que o escritor fala sobre uma mulher em trajes debanho lendo numa praia da Baixada Santista, o professor de Literatura Francisco Foot Hardman destacou um aspecto pouco considerado pelos estudiosos, a sintonia de Euclides com a modernidade literária embrionária, ele, que é invariavelmente associado aos conservadores parnasianos. “Infelizmente, Euclides foi eclipsado pela própriaobra-prima, Os Sertões, que mantém em segundo plano sua produção poética, influenciada pela leitura de Leopardi e Byron, entre outros”, comentou o professor.
Um ano depois desse poema da mulher da praia, em que transfere a sensualidade das ondas do mar para as curvas femininas, Euclides da Cunha partiu para uma expedição na Amazônia, experiência que resultou em sua obra póstuma “À Margem da História”. O jornalista Daniel Piza analisou justamente esse período estudado por ele antes de refazer ele próprio essa viagem em março deste ano.
“Um Paraíso Perdido” seria a sua grande obra sobre a Amazônia, segundo Piza, o encontro definitivo de Euclides com a retórica bíblica do Gênesis num lugar onde o nômade passa como descesse o rio Styx, direto para o inferno. Em outras palavras, ele não tinha uma visão idílica da região. Detestou o calor de Manaus e não teve tempo de “rever sua visão determinista da história”. Diz Piza que ele a viagem não foi uma epifania como a de Canudos, “em que esse positivista viu como o Exército se comportava de maneira mais bárbara que os sebastianistas seguidores de Conselheiro”.
De qualquer modo, o uso de expressões bíblicas misturadas ao jargão do cientista fez de suas observações sobre a Amazônia o anúncio de uma mudança de rota em sua escrita.
A professora Walnice Nogueira Galvão, com toda a sua experiência pedagógica, encantou a platéia que lotou a Casa de Cultura de Paraty, fornecendo informações sobre todos os episódios e expedições mencionados por seus colegas de mesa, entre eles Milton Hatoum, que leu um conto seu extraído de seu mais recente livro, “A Cidade Ilhada”, e classificou a viagem de Euclides pelo Alto Purus como “um salto que definiu sua posição entre dois polos, o da reflexão filosófica e da sinuosidade do escritor de‘Judas Ahsvers’ e seu rigor como engenheiro”.
*de O Estado de S. Paulo
terça-feira, 30 de junho de 2009
Na flip, mesa sobre Euclides
Daniel Piza, jornalista de O Estado de São Paulo vai coordenar o debate na festa literária de Paraty
por Ubiratan Brasil*
O centenário da morte do escritor e jornalista Euclides da Cunha (1866-1909) terá um encontro especial na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, entre 1.º e 5 de julho. O autor de Os Sertões, que profetizava "o esmagamento inevitável das raças fracas pelas raças fortes", será tema de discussão da mesa O Mar e Os Sertões - Euclides da Cunha, 360°, que, a partir das 15h30 do sábado, dia 4, vai reunir os professores Walnice Nogueira Galvão e Francisco Foot Hardman, além de Milton Hatoum, escritor e cronista do Caderno 2. O encontro vai acontecer na Casa de Cultura de Paraty e a mediação será de Daniel Piza, editor executivo do Estado.
O autor de Os Sertões também tem sido lembrado por O Ano de Euclides, um projeto jornalístico, cultural e multimídia do Grupo Estado, iniciado em março e que se estenderá com mais encontros (leia mais abaixo). Publicado em 1902, Os Sertões nasceu da cobertura jornalística de um dos conflitos mais sangrentos da história brasileira: a ação vitoriosa do exército contra revoltosos instalados na cidade baiana de Canudos. Euclides viajou para o local em 1897, a convite de Julio Mesquita, então diretor do Estado. Outros correspondentes já acompanhavam as infrutíferas tentativas do exército de derrotar os seguidores de Antônio Conselheiro, no interior da Bahia, e Euclides destacava-se como o escolhido natural para representar o jornal: colaborador havia nove anos, publicara, nos dias 14 de março e 17 de julho daquele ano, dois artigos com o título de ‘A Nossa Vendéia’.
São textos em que Euclides não apenas apresenta aspectos físicos daquela região do sertão como também se aventura a dar palpites sobre as dificuldades táticas e estratégicas do levante. No período em que cobriu o fato, Euclides submeteu-se a um verdadeiro rito de passagem: se quando deixou São Paulo estava seguro da natureza monarquista da rebelião em Canudos, o escritor (republicano convicto) foi obrigado a reformular seu julgamento, forçado pelas contingências. E, se tinha a urgência do repórter, acumulou material para a reflexão profunda sobre o fenômeno, que resultaria em Os Sertões.
"É por isso que não gosto de falar sobre a atualidade da obra", comenta Walnice. "Trata-se de um livro difícil, que não é entretenimento e cuja leitura faz o coração bater forte." Professora de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, ela ressalta o aspecto literário da obra. "Euclides utilizou a linguagem com fins estéticos."
Professor titular do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, Francisco Foot Hardman acredita que Euclides é um daqueles casos de grande escritor que teve o conjunto de escritos ofuscado pelo brilho da obra-prima. "Acho interessante, então, neste, como em outros eventos, cursos e debates, sempre que possível destacar os outros planos de sua atividade literária, que incluíram o ensaio, o jornalismo político e a crítica literária, a correspondência, a crônica e, last but not least, a poesia", comenta. "Além de Os Sertões, ele publicou mais três livros, dois deles em vida (Contrastes e Confrontos e Peru Versus Bolívia, ambos de 1907) e um póstumo, mas organizado ainda em vida (À Margem da História, 1909). Afora isso, uma obra extensa de artigos, crônicas e poesias, tanto dispersos quanto inéditos. Seria bom para o público de hoje ter uma ideia aproximada de toda essa riqueza e variedade."
Já Milton Hatoum pretende ler um conto de seu livro A Cidade Ilhada (Companhia das Letras), Uma Carta de Bancroft. O texto faz referência a uma carta que revela um sonho (ou pesadelo) do escritor quando estava em Manaus, antes de partir para o Purus. "Uma das questões mais recorrentes na obra de Euclides é a relação entre civilização e barbárie", observa Hatoum. "Ele dizia que a Amazônia era uma ‘terra ignota’, ‘a última página, ainda a escrever-se, do Gênese’, onde o homem travaria uma ‘guerra de mil anos contra o desconhecido’."
Hatoum comenta que a ânsia de conhecimento científico e de exercer uma missão civilizadora é latente no escritor. "Euclides, como bom positivista, acreditava no progresso e na ciência, temas que ele aborda nos ensaios sobre a Amazônia", afirma. "Mas ele sabe que a ‘civilização’ e os ideais republicanos falharam, e são mais bárbaros que os nativos que ele, Euclides, critica. Penso que esses temas são importantes."
Leia in loco no link abaixo:
*de O Estado de São Paulo
Nessa sexta-feira...


... As ruas serão de Euclides
Com data e hora marcadas, peça sobre Euclides encantará a cidade histórica do Sul Fluminense
O projeto 100 anos sem Euclides orgulhosamente apresenta o folder da peça Quatro Cantos de Euclides, que será encenada na FLIP, em Paraty, na sexta-feira, dia 03 de julho, com a participação de cerca de 40 atores.
Trata-se de mais uma atividade do Projeto 100 Anos Sem Euclides, com várias parcerias, que objetiva divulgar o livro, de mesmo nome, do poeta e jornalista Thiago Cascabulho, cujas linhas se propõem, através de uma rica linguagem poética, a atingir o público infanto-juvenil e transportá-lo ao universo Euclideano, apresentando quatro fases da vida do escritor.
A peça, realizada pela produtora carioca Caraminholas e encenada pelo Coletivo Teatral Sala Preta, irá revisitar, do mesmo modo, a trajetória de vida de um autores de maior sensibilidade em relação à sociedade brasileira. Enquanto estiver sendo encenada, as ruas de Paraty, cheias de literatura por conta da FLIP, serão de Euclides da Cunha.
Mais informações aqui.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Canto e interpretação para o autor de Os Sertões durante a FLIP
*Foto de ensaio do dia 21 de julho
Ruas de Paraty se transformam em palcos para homenagem teatral ao centenário da morte de Euclides da Cunha
Poesias e canto em meio à literatura vão movimentar as ruas de Paraty na noite do dia 3 de julho, sexta-feira, durante a 7ª Edição da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Desdobramento do livro Quatro Cantos de Euclides, do barramansense Thiago Cascabulho, o espetáculo teatral Cantos de Euclides vai representar e relatar quatro fases da vida do escritor Euclides da Cunha, cujo centenário de morte é completado em agosto deste ano.
Quando o relógio marcar 21 horas e 30 minutos, as principais ruas de Paraty serão tomadas por quarenta artistas - entre atores, músicos, dançarinos - que seguirão em procissão em meio ao público, que poderá optar por interagir ou apenas contemplar a homenagem. Serão cinco paradas/etapas. Cada uma representa uma fase da vida e obra do autor de Os Sertões.
O show se inicia em frente à Igreja do Rosário, com o maculelê que apresenta os personagens. Em procissão, elenco e público partem para frente da Casa da Cultura, onde uma roda de samba – que conta os primeiros anos do militar e engenheiro Euclides – aguarda. Em seguida, todos são levados até a Igreja de Santa Rita para conhecer o baião que fala sobre Os Sertões. Ao final da canção, o público é convidado a olhar para a orla, onde um barco passa com violeiros que tocam a moda de viola que narra às aventuras de Euclides da Cunha na Amazônia. Mais adiante, no próprio gramado da Santa Rita, o espetáculo culmina em uma grande roda de ciranda, representação tradicional do imaginário popular brasileiro.
Todas as canções fazem referência direta ou indireta a textos do próprio Euclides da Cunha ou a acontecimentos de sua vida, por exemplo: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”, nos versos 1 e 2.
Cantos de Euclides é uma realização do Coletivo Teatral Sala Preta, com direção artística assinada pelos integrantes Bianco Marques, Danilo Nardelli e Rafael Crooz e direção de produção de Marcelo Bravo. A produtora carioca Caraminholas assina a co-produção. Diversos grupos artísticos da Região Sul Fluminense participam com percussão, interpretação, coral e quarteto de cordas.
Entre as participações : Grupo de Estudo de Percussão do ECFA, Grupo As Bastianas, Projeto Música nas Escolas de Barra Mansa, além dos atores: Thiago Delleprane, que interpreta Euclides da Cunha, Luana Dhickman, Suzana Zana, Luana Dieckman, Marinêz Fernandes , Lúcio Roriz, Aline Mara, Clarissa Anastácio, Diane Tavares, Elisa Carvalho,Jessica Zelma e Lucas Fagundes.