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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Em Salvador, boa música


Gereba conduz público a Canudos pela música

Em três dias de apresentações na cidade de Salvador, o músico mostrará toda a sua sensibilidade para reconstruir o sertão da Bahia.

A CAIXA Cultural Salvador, instituição da Caixa Econômica Federal, apresentará, entre os dias 25 e 27 de setembro, o espetáculo Retrato Sonoro de Canudos, do cantor e compositor Gereba, que estará acompanhado por seu quarteto. As apresentações acontecem às 20h. Nas ocasiões, será recriada, por via da música, a imagem do arraial de Canudos e da tragédia que pôs fim à cidade erguida por Antônio Conselheiro no sertão da Bahia, descrita por Euclides da Cunha.

Baiano de Monte Santo, Gereba é compositor, cantor e instrumentista, foi fundador dos grupos “Bendengó” e “Trovadores Urbanos”, em 30 anos de carreira, lançou cinco discos, entre eles discos históricos como Canudos (1997) e Sertão (2002), discos que inspiram as apresentações do final de setembro. Além disso, Gereba lançou recentemente o disco Dom Quixote xote xote, que busca aproximar o mundo poético musical nordestino ao universo mítico do clássico da literatura mundial Dom Quixote de La Mancha, de Miguel Cervantes.

As composições de Gereba são marcadas pela capacidade de descrever imagens minuciosamente repletas de sensações humanas e não como meras fotografias musicais. Em especial na obra que descreve Canudos, terra próxima à sua Monte Santo, a concomitância da sonoridade com o entendimento prévio dos eventos e da atual condição do lugar pode levar o ouvinte a experimentar uma imersão profunda na aura do sertão - bem como Euclides nos possibilitou pelas palavras em seus capítulos A Terra e O Homem, de Os Sertões.

A CAIXA Cultural Salvador fica na Rua Carlos Gomes, 57, Centro - Salvador - Bahia. Os ingressos serão trocados por 1kg de alimento não perecível, a partir das das 14h, nos dias do espetáculo. As apresentações ocorrerão sempre às 20h. Informações pelo número (71) 3421-4200.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Academia Brasileira Prestigia Euclides

Ciclo sobre o Centenário de Morte do escritor tem início dia 11/08

Do site da Academia Brasileira de Letras (clique aqui)

Em comemoração ao Centenário de morte do escritor Euclides da Cunha, a Academia Brasileira de Letras realizará, ao longo dos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, uma série de eventos centrados em um dos maiores escritores e jornalistas do Brasil. Na próxima terça-feira, 11 de agosto, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr., se iniciará o Ciclo de Conferências em sua homenagem, tendo como palestra de abertura "Os desafios de editar Euclides da Cunha", com a conferêncista Walnice Nogueira Galvão.

Na conferência, a Professora concentrará a análise em três das mais relevantes das contribuições do escritor, que são o Diário de uma expedição, a Epistolografia e Os sertões.

Nas próximas conferências serão abordados assuntos como: "Euclides da Cunha e o Exército", por José Murilo de Carvalho, no dia 18/8; "Euclides da Cunha e o Itamaraty", por Affonso Arinos, no dia 25/8; "Os Sertões: Uma epopéia dos vencidos", em 1/9, com José Maurício Gomes de Almeida; teremos Nísia Trindade Lima falando sobre "Euclides da Cunha e o pensamento social brasileiro" no dia 8/9; Francisco Foot Hardman, no dia 15/9, falando sobre "Euclides e a Amazônia"; "Confluências de linguagem em Euclides da Cunha e Guimarães Rosa", por Per Johns, em 22/9; Ricardo Ventura Santos, no dia 29/9, falando sobre "A antropologia de Os Sertões"; "Os fundamentos científicos em Euclides da Cunha", em 6/10, por José Carlos Barreto Santana; Moacyr Scliar falando sobre "A medicina nos tempos de Euclides da Cunha" em 13/10; "Euclides da Cunha jornalista", em 20/10, por Cícero Sandroni; e, finalizando o ciclo, teremos Alberto Venancio Filho, em 27/10, falando sobre "A recepção de Os Sertões"

Sob coordenação do Acadêmico Alberto Venancio Filho, o evento terá entrada gratuita mediante inscrição prévia até o dia 14 de agosto e transmissão ao vivo pelo portal da ABL. Serão fornecidos certificados de frequência.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Apoio

Na última estante: literatura brasileira

Em nota, famoso poeta pernambucano dá seu apoio ao projeto Euclides e critica a postura da sociedade em relação à literatura brasileira.

Cyl Gallindo, escritor, jornalista, poeta e conferencista, autor de diversos livros premiados, pernambucano e Euclidiano Aguerrido; publicou nota de apoio ao projeto 100 anos sem euclides no blog de Luiz Erthal, Toda Palavra. Esse espaço vem registrar aqui tal manifestação com orgulho de saber a importância que a iniciativa em torno da memória de Euclides vem ganhando.

Revelar-me surpreso seria infantilidade. Não é apenas Euclides, de quem sou devoto, somos todos os brasileiros que dedicamos as nossas vidas à Literatuera e à Cultura de maneira geral.
Basta ver as livrarias deste País: na entrada, deparamos com dezenas de estantes dedicadas a Literatura Estrangeira, Autoajuda, Filosofia, FUTEBOL, BBB e Sanitários, para lá no fim encontrarmos Literatura Brasileira. Isto não quer dizer que conste qualquer nome (o que é compreensível), mas pelo menos bons nomes. Não, amigos, as editoras só publicam os nomes que cairam em “domínio público”, porque uma das obrigações mais impensadas do editor brasileiro é pagar “Direitos Autorais” - o que significa destinar 10% do preço de capa de uma obra para o seu autor.
E não pense que as universidades agem diferente. Elas nos convidam para fazer uma palestra por um tão somente “muito obrigado”, como se estivessem nos fazendo um favor.
Da mídia, nem falo. Que televisão brasileira dedica um minuto para divulgação de uma obra de autor brasileiro? As revistas de circulação nacional estampam semanalmente dezenas de obras, todas traduzidas, que ocuparão as estantes das livrarias.
Quem fala mais em Drummond, Gilberto Freyre, Vinícius de Morais, Mauro Mota? Com Euclides não é diferente, um autor capaz de revelar o Brasil.

Parabéns pela frente de batalha recém-instalada.

Abraços,
(assina Cyl Gallindo)