quinta-feira, 24 de maio de 2012

Biblioteca Nacional disponibiliza “Caderneta de Campo” em seu acervo digital


Tal como em um diário de bordo, Euclides da Cunha relata na “Caderneta de Campo” as suas impressões durante rápida passagem pela conflituosa região de Canudos, no ano de 1897.

Com comentários do euclidiano Olímpio de Souza Andrade, esta edição de 2009, agora disponível no acervo da  BN Digital, traz ainda esboços topográficos da região que posteriormente seria tratada na maior obra de Euclides, “Os Sertões”. 

Para acessar a versão digital, clique aqui

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Inauguração do Arquivo de Memória Amélia Tomás: um novo projeto, uma nova história



         Vinte e um anos após sua morte, o nome de Amélia Tomás ressurge nas páginas da história cantagalense. Na próxima sexta-feira (25-05-2012), será inaugurado o Arquivo de Memória Amélia Tomás. O espaço, reservado para leitura, estudo, arquivamento, memória e educação patrimonial, receberá o nome da ilustre professora e escritora local, que ocupou o cargo de primeira diretora da Casa de Euclides da Cunha (Cantagalo – RJ). A concepção do projeto, fruto de um trabalho interinstitucional (UFRJ e UERJ) de extensão do já existente 100 Anos Sem Euclides, através do Ponto de Cultura Os Serões do Seu Euclides, emerge como um meio de incentivar o sentimento de pertencimento dos cidadãos e uma tentativa de resgatar parte da tradição regional.


             Graduandos e docentes dos cursos de Letras, Pedagogia e História das universidades cogestoras reuniram-se e firmaram parcerias entre instituições e diversos profissionais, dentre eles, o professor Gilberto Cunha, residente na cidade de Cantagalo e dono de um singular acervo pessoal. O projeto contará, ainda, com a participação da comunidade local, a fim de ampliar o registro de manifestações culturais populares e coletar depoimentos e materiais sobre a célebre mestra e, assim, promover uma maior divulgação do nome de Amélia Olga Herdy Thomaz.


             A inauguração se dará na Casa de Euclides da Cunha, sede do Ponto de Cultura Os Serões do Seu Euclides, às 18h do dia 25 de maio, com a apresentação da equipe de trabalho, composta por professores e bolsistas de graduação e pós-graduação da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro.





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Petrobras Sinfônica lança Ópera Piedade

Em homenagem aos 110 anos do lançamento do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, a Petrobras Sinfônica faz a estreia mundial da ópera Piedade, de João Guilherme Ripper, comissionada pela própria orquestra.

Com regência de Isaac Karabtchevsky, o espetáculo tem a presença de alguns solistas convidados pela Sinfônica, como Homero Velho (barítono), a argentina Paula Almerares e Marcos Paulo (tenor).

A direção cênica é de André Heller-Lopes, vencedor do prêmio Carlos Gomes por dois anos consecutivos.

Bahbb1shogzmssivmjaxmi8wmy8ymc8xm18xmv8zmv81njdfb3blc19zaxrlx2z1bgwuanbnbjogrvrbcdogcdokdgh1bwjjig03mzr4ntuwpgy7blq

FONTE

terça-feira, 13 de março de 2012

PELA CONTINUIDADE DO CURSO DE LETRAS EM EUCLIDES DA CUNHA

PELA CONTINUIDADE DO CURSO DE LETRAS EM EUCLIDES DA CUNHA

Por Lea Costa Santana Dias - UNEB


Em Cantagalo, cidade natal do escritor Euclides da Cunha, são inúmeras as ações em sua homenagem: o Centro de Estudos e Pesquisas Euclides da Cunha; o Museu Casa Euclides da Cunha, que abriga o encéfalo do escritor desde 10 de setembro de 1983; e o memorial Euclides da Cunha. No brasão da cidade, estão estampados um livro e uma pena, simbolizando a homenagem do município a seu filho mais ilustre. Em 2009, ano do centenário da morte de Euclides, ocorreu entre os dias 25 e 27 de setembro o Seminário Internacional Cem Anos sem Euclides, no qual estiveram presentes euclidianos renomados, e um número considerável de discentes do Campus XXII da UNEB, que foram responsáveis por um terço das comunicações e pôsteres apresentados durante o evento.
Em Salvador, onde Euclides da Cunha morou de 1877 a 1878, há o CEEC – Centro de Estudos Euclides da Cunha, órgão pertencente à Universidade do Estado da Bahia, que tem se dedicado a pesquisas documentais e no cenário da guerra.

Em São Paulo, duas cidades homenageiam o escritor: Euclides da Cunha e São José do Rio Pardo. Nesta última, Euclides conduziu os trabalhos de reconstrução de uma ponte que desabara e escreveu boa parte de Os sertões. A casa onde ele viveu foi transformada na Casa de Cultura Euclides da Cunha. O hino da cidade, com letra e melodia de Ilse Sebastiana de Paiva Manita, oficializado pela lei municipal nº 776, de 18 de outubro de 1971, é um canto de louvor a Os sertões – assim como também é o hino de Euclides da Cunha, na Bahia, de autoria do poeta José Aras, idealizador da mudança de nome de sua cidade natal, antigo Cumbe, para Euclides da Cunha. Conhecida nacional e internacionalmente como a “meca do euclidianismo”, São José do Rio Pardo abriga as célebres Semanas Euclidianas. Em 2012, o movimento euclidiano celebrará o seu centenário. Na cidade, às margens do rio Pardo, encontra-se o recanto euclidiano, onde estão localizados o mausoléu, com os restos mortais do escritor Euclides da Cunha e de seu filho Quidinho (Euclides da Cunha Filho); a cabana de sarrafos e zinco, onde Euclides teria escrito trechos de Os sertões, atualmente protegida por uma redoma de vidro; e a ponte metálica, reinaugurada em 18 de maio de 1901. Em 18 de maio de 1918, foi inaugurada a herma, o primeiro monumento do Brasil a homenagear Euclides da Cunha. Em 15 de agosto de 1925, o poeta Martins Fontes, em palestra no recanto euclidiano, sugeriu que aquele dia fosse consagrado a Euclides. Em setembro do mesmo ano, o prefeito da cidade sancionou projeto da Câmara, consagrando o 15 de agosto como o dia de Euclides da Cunha. Em 14 de novembro de 1925, foi fundado o Grêmio Euclides da Cunha de São José do Rio Pardo. Em 30 de novembro de 1937, o Serviço do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional tornou a cabana monumento nacional. Em 1939, o professor Hersílio Ângelo instituiu a maratona intelectual euclidiana. Em 1966, foi criado o ciclo de estudos euclidianos. Em 1982, foram trasladados do Rio de Janeiro os restos mortais de Euclides da Cunha e Euclides da Cunha Filho, e sepultados no mausoléu em 15 de agosto.

Em Canudos, há o Memorial Antonio Conselheiro e o Parque Estadual de Canudos, fundado a partir do Decreto Estadual 33.333, efetivado em junho de 1986, ficando sob a responsabilidade da Universidade do Estado da Bahia, que iniciou as pesquisas arqueológicas em 1986, e publicou o Relatório de Arqueologia Histórica de Canudos em 1997. Eventos e atividades significativas têm acontecido na cidade.
Enquanto em Cantagalo (RJ) e em São José do Rio Pardo (SP) as homenagens ao escritor acontecem desde longa data, e em Canudos as atividades culturais vêm tendo um crescimento progressivo nos últimos anos; em Euclides da Cunha, na Bahia, pouco se tem feito em termos de eventos e ações culturais. O belo hino do poeta José Aras parece esquecido por boa parte dos euclidenses. O monumento em homenagem ao escritor, localizado na Avenida Rui Barbosa, é algo um tanto inexpressivo, se comparado aos muitos monumentos espalhados pelo país em homenagem ao escritor e sua obra. O curso de Letras da UNEB é uma das poucas oportunidades oferecidas à cidade para que (re)assuma sua história e as inequívocas relações com o movimento de Canudos. É fundamental para a cidade, portanto, não apenas a continuidade do Curso de Licenciatura em Letras, mas também o fortalecimento de ações que promovam a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Somente um Curso nestes moldes seria capaz de se tornar um veículo verdadeiramente eficiente para o diálogo entre nossos estudantes e professores de Euclides da Cunha e cidades circunvizinhas. O diálogo é possível e necessário não somente com professores que atuam no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, mas também com aqueles que atuam no Ensino Infantil, já que nosso Departamento, a partir da disciplina “O estético e o lúdico na literatura infanto-juvenil” e de outras relacionadas à prática pedagógica, tem realizado atividades relevantes, visando à melhoria da qualidade de ensino na região.Pesquisas importantes têm sido feitas no Curso de Letras do nosso Departamento. Nossos alunos e ex-alunos tanto têm apresentado trabalhos em eventos acadêmicos, como têm divulgado o resultado de suas pesquisas através de publicações. Pesquisas importantes também têm sido feitas por alunos de outros programas da UNEB, como é o caso do Programa UNEB 2000, no qual atuei como orientadora de alguns TCCs defendidos por discentes da última turma a concluir o Curso. Por esta razão é que se faz necessária e urgente a implantação dos nossos Cadernos de Pesquisa, visando à divulgação e publicação dos resultados de trabalhos acadêmicos desenvolvidos por professores, funcionários, alunos e ex-alunos dos cursos e programas gerenciados pelo DCHT – Campus XXII. Pelo mesmo motivo, também é imprescindível a realização de eventos acadêmicos, a fim de potencializar a divulgação de nossas pesquisas e promover o intercâmbio e o diálogo com pesquisadores de outros departamentos da UNEB e de outras universidades.

Por outro lado, não se fazem pesquisas sem livros – o que torna impreterível a necessidade de ampliação do número de exemplares disponíveis para pesquisa em nossa biblioteca, que devem atender não apenas aos discentes do Curso de Letras, mas também a todos os outros matriculados nos cursos e programas gerenciados pelo DCHT – Campus XXII, como os cursos do programa Plataforma Freire e os cursos do programa de educação à distancia, que atualmente, em relação à material disponível para pesquisa, encontram-se em situações ainda mais desfavoráveis que os discentes matriculados em Letras.

A história da nossa região interessa ao Brasil e ao mundo. É importante que nós, euclidenses e moradores de cidades circunvizinhas, também passemos a nos interessar por nossa história e a sentir orgulho do que somos e do que temos. Para o desenvolvimento cultural e intelectual da região, além da continuidade do Curso de Letras no Departamento, os outros cursos oferecidos atualmente também precisam/devem ser melhorados/aperfeiçoados. E não apenas isso: nossa cidade merece mais! Nós estudamos... Nós pesquisamos... Muitos de nós deixamos e/ou deixam nossos lares e nossas famílias à procura de acesso à educação em outras cidades e regiões. Que outros cursos, além de Letras, são fundamentais ao desenvolvimento da região? O que queremos? De que precisamos? São questões a partir das quais se convida nossa comunidade à reflexão...


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Medalha do Mérito Lítero-Cultural, Euclides da Cunha

A ALB - Academia de Letras do Brasil / seccional-Suíça anunciou que passará a ter como patrono e membro da sua galeria de honra o escritor Euclides da Cunha, que recebe o título de membro através da sua neta e detentora dos seus direitos a Sra. Maria Auxiliadora da Cunha Lage.
Além disso, a ALB instituiu a comenda Medalha do Mérito Litero-Cultural, Euclides da Cunha, que será destinada aos que por força do seu trabalho tiveram relevantes serviços prestados a literatura, língua portuguesa, as artes, difusão e apoio à cultura brasileira no Brasil e no exterior.
Sendo esta a mais alta honraria concedida pela instituição.

Confira a carta endereçada aos familiares do escritor Euclides da Cunha:

A ALB- Academia de Letras do Brasil, entidade internacionalmente cosntituida através da sua Seccional na Suíça vem solicitar a família do ilustre Escritor Euclides da Cunha, que se digne em conceder a autorização para que a ALB/ Suíça, possa fazer uma homenagem ao autor de Os Sertões, dando seu nome a mais alta honraria da nossa instituição que é a medalha do mérito litero-cultural. Batizando-a como Medalha Euclides da Cunha.Outro sim queremos também instituir como Patrono da nossa Seccional o Valoroso Escritor.Certos da atenção a nossa solicitação desde já agradecemos.
Paz e luz
Att,Escritor Dr. Carlos Ventura
Presidente da ALB/Internacional Seccional Suíça

Veja a resposta dos familiares de Euclides da Cunha

Eu, Janaína da Cunha, bisneta do escritor Euclides da Cunha, após tomar ciência da digna indicação entrei em contato por telefone com minha tia, Maria Auxiliadora da Cunha Lage, a única neta de Euclides da Cunha viva e detentora dos direitos de meu bisavô.
Minha tia emocionou-se com a homenagem e expressou agradecimento pelo nobre ato. Essas foram suas palavras: “Nada mais justo e digno ao nome e memória de meu avô, um homem que viveu para sua arte e se dedicou aos seus ideais e a sua paixão pela literatura, pelo seu país e seu povo. Fico feliz e emocionada”.
Minha tia ainda observou a importância da indicação que além do reconhecimento de tudo que ele significa à literatura brasileira vai tornar o nome do grande autor da obra prima d’Os Sertões conhecido no exterior.
Venho através do presente e-mail agradecer a alta honraria e o justo tributo conferido ao gênio que foi e continua sendo meu bisavô as ilustres instituições da ALB – Academia de Letras do Brasil, na pessoa do Professor Dr. Mário Carabal Lopes, e a ALB/Suíça, na pessoa do Dr. Carlos Venttura, pela indicação do nome de Euclides da Cunha para a comenda bem como a inclusão de seu nome na galeria dos grandes imortais.
Gostaria também de ressaltar que a nobre indicação irá reacender a chama do Movimento Euclidiano não apenas em Cantagalo, berço natal do escritor, e São José do Rio Pardo, onde Euclides da Cunha construiu a ponte que leva seu nome e terminou de escrever Os Sertões, como também em todo Brasil. Euclides da Cunha tem uma importância muito grande na arte e na cultura de nosso país, sua grande obra prima, com mais de cem anos de criação ainda continua atual.
Os Sertões é um marco, sua escrita poética, sensível e ao mesmo tempo com o furor da realidade vivida pelo homem sertanejo é um Grito mudo e vingador dos oprimidos e excluídos da sociedade.
Eu, Albertina Janaína Franco da Cunha, filha de Euclides Rodrigues da Cunha Neto e Aldenise Teixeira Franco, que assino com o nome literário e artístico, Janaína da Cunha, autorizo em nome de minha família e, principalmente, de minha tia, Maria Auxiliadora da Cunha Lage, que a medalha da ilustre instituição da ALB passe a ter o nome do meu bisavô, Euclides da Cunha, como também aceitamos sua nomeação como membro da ALB e patrono da seccional ALB/Suíça.Att.,
Janaína da Cunha